Localiza-se a uma latitude 20º29'59" sul e a uma longitude 43º51'28" oeste, estando entre
serras, a uma altitude de 871 metros. Sua população em jullho de 2015, segundo
o IBGE, era de
52 827 habitantes. Possui
uma área de 304,067 km².
A cidade é formada por três
distritos: O distrito de Congonhas (distrito-sede), Alto Maranhão e Lobo Leite .
A região é atravessada pelo rio
Maranhão (em cujas margens se fundou o arraial primitivo), que recebe as águas
dos córregos Santo Antônio, Goiabeiras e Soledade. É do encontro do rio
Maranhão com o córrego Santo Antônio que tem-se início o rio rio Paraopeba.
O solo é rico em minério de ferro de alto teor, sendo que no passado também já
foi expressiva a mineração em busca de ouro, metal encontrado até nos dias
atuais, apesar de não ser em escala industrial.
Situado a setenta quilômetros de Belo
Horizonte, Congonhas possui um expressivo conjunto de riqueza
barroca do maior artista do gênero no Brasil: Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido
pelo apelido Aleijadinho. No adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Aleijadinho esculpiu
em pedra-sabão as
famosas imagens de doze profetas em tamanho real que são visitadas anualmente
por milhares de turistas do Brasil e de todo o mundo.
Beco dos
Canudos, antiga pousada dos romeiros. Hoje, um mercado de artesanato
Além disto, as seis capelas que
compõem o Jardim dos Passos em frente à basílica representam a
via Sacra com belíssimas imagens esculpidas, em cedro, também por este grande
artista barroco. Em 1985, todo este conjunto foi tombado pela Unesco e
transformado em patrimônio cultural da humanidade.
Os principais atrativos de
Congonhas são: Basílica Santuário do Bom Jesus de Matozinhos, Romaria, Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Igreja do Rosário, museu da
Imagem e Memória e o Parque da Cachoeira.
Antes de ser a "Cidade dos
Profetas", Congonhas foi e ainda é um grande centro de peregrinação. Todo
ano, o município reúne milhares de fiéis em busca de cura das suas aflições.
São, aproximadamente, cinco milhões de peregrinos que visitam Congonhas entre
sete e catorze de setembro, período em que é comemorado no município o jubileu
do Senhor Bom Jesus do Matozinhos.
Vista do
santuário a partir do jardim dos Passos da Paixão
O município possui como maior
fonte de renda a extração mineral e a indústria metalúrgica com destaque para a
mina de Casa de Pedra (Companhia Siderúrgica Nacional- CSN), a Mina da Fábrica
(antiga Ferteco Mineração S/A, hoje incorporada à Vale)
a Mina Viga (que atualmente pertence à Ferrous) e a Gerdau Açominas.
História
Teve origem em 1757 quando foi
fundado o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos,
por Feliciano Mendes, de Guimarães,
nascido em Portugal, de início modesta cruz e oratório; ele era tão pobre
que até morrer, em 1765, pedia esmolas.
Contribuíram com grandes quantias
Francisco de Lima; Manuel Rodrigues Coelho, Bernardo Pires da Silva, de modo
que se começou a nave central da igreja; em 1787 foi colocada
diante do altar-mor a imagem do Cristo morto; custódia e vasos sacros de prata
foram encomendados ao ourives Felizardo Mendes. Em1819 requisitaram-se
os serviços do pintor Manuel da Costa Ataíde para restaurar
pintura da capela-mor. De 1769 a 1772 trabalhou ali o mestre João de Carvalhais, recebendo
32 oitavas (à conta da pintura do altar de Santo Antônio). Data de 1781 a última menção
a Carvalhais: recebeu oito oitavas (de feitio de duas imagens de Cristo dos
colaterais) para a igreja.
Em 1812 o barão Wilhelm Ludwig von Eschwege instalou
no arraial, com a intenção pioneira no país de produzir ferro, suaFábrica Patriotica, com Friedrich Ludwig Wilhelm Varnhagen e
o intendente
Câmara, sendo tal local situado às margens da rodovia BR 040, nas
proximidades da Mina da Fábrica (nome dado em alusão a "Fábrica
Patriótica"), hoje pertencente à VALE. Assim escreveu von
Eschwege:
Por ocasião de minha
chegada a Minas, em 1811, era comum esse processo bárbaro de produção de ferro.
A maioria dos ferreiros e grandes fazendeiros que possuíam ferraria, tinham
também o seu forninho de fundição, sempre diferente um do outro, pois cada
proprietário, na construção, seguia suas próprias ideias. (...) Itabira do
Mato Dentro foi o único lugar onde havia uma espécie de forno
de peito fechado, cujo ar era fornecido por grande fole de couro, acionado por
uma roda d'água, que punha em movimento, também um engenho de serra. O
proprietário possuía várias forjas de ferreiro para fundição de ferro, e uma
pequena máquina de perfurar, para fabricação de canos de espingarda. Dei a esse
homem todas as instruções necessárias para o assentamento de um malho
hidráulico, de que ninguém fazia ideia. Enviei-lhe mesmo, por algum tempo, um
ferreiro alemão, de modo que o nosso homem fez grandes progressos na fabricação
de ferro. Foi o primeiro que, no mês de abril de 1812, estirou ferro por meio
de malho hidráulico. Este era de madeira, circulada de aros de ferro. A partir
dessa ocasião, quatro outras pessoas do lugar imitaram minhas instalações da
Fábrica de Ferro do Prata, perto de Congonhas do Campo e, em pouco tempo,
trabalhavam 16 pequenos fornos, com diversos malhos de ferro forjado, movidos à
água.
Vendo a determinação do
intendente Câmara em produzir ferro no Brasil em escala industrial, e o
andamento dos projetos já existentes, von Eschewege se propôs a construir em
Congonhas uma fundição a custo muito mais baixo:
Direi somente que, até o
ano de 1818, quando a fábrica sueca de São João do Ipanema foi transformada por
von Varnhagen em uma fábrica do tipo alemão, minha usina de Congonhas produzia
mais ferro do que a do Morro do Pilar e tanto quanto a de São João do Ipanema.
E também que, tendo as duas primeiras custado 300 mil cruzados cada uma, as
despesas com a construção da minha atingiram somente a 13 mil. Além disso,
havia ainda a grande diferença de ter dado bons lucros aos proprietários,
enquanto as duas outras somente produziram prejuízos consideráveis.
Santuário
do Bom Jesus de Matosinhos
Célebre monumento histórico e artístico de
Congonhas é o santuário barroco de Bom Jesus de Matosinhos, que é desde 1985 Patrimônio da Humanidade. Construído em
várias etapas, nos séculos XVIII e XIX, por vários mestres, artesãos e
pintores, como o Aleijadinho e Manuel da Costa Ataíde, é uma das maiores
realizações do barroco brasileiro.
FONTE: Wikipédia, a enciclopédia livre
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